Pedra Branca: Cascatas, riachos, um clima agradável e muita hospitalidade. Esses são alguns dos atrativos que a natureza e o povo desta cidade serrana do Sertão Central, a 530 metros de altura em relação ao nível do mar e 262 km de Fortaleza, reservaram para os visitantes que buscam repouso, diversão e aconchego a dois em ambientes exóticos e naturais. Chegar aqui não é difícil. Basta seguir o caminho do paraíso, ou desbravar as trilhas ecológicas da Serra de Santa Rita, que desafiam os aventureiros.
A beleza e os recantos do lugar são tantos que opção não falta nem para o mais exigente visitantes. O Poço da Onça é o primeiro deles. O balneário natural, situado a 10 km do Centro de Pedra Branca, é uma espécie de portal turístico da região. Além de um agradável banho de riacho, o descanso à sombra de frondosas árvores e as delícias da culinária regional estão no cardápio. Entretanto, para quem está acostumado com a sujeira urbana, um aviso: dezenas de placas ecológicas estão na área alertando contra os riscos da degradação causada pela ação humana.
Subindo um pouco mais, a menos de 1 km dali, um delicioso banho na Cachoeira do Inferno. Mas basta piscar os olhos para perceber que a paisagem é contrária ao título que surgiu das bocas das lavadeiras que outrora percorriam mais de duas léguas até aquele destino para enxaguarem suas trouxas de roupas. A longa caminhada, debaixo de sol quente, se transformava num suplício. Hoje, pela estrada, são apenas alguns minutos até lá. Poucos metros numa trilha estreita e pronta. “Se não é o paraíso é estar bem pertinho dele”.
Outra opção é o buraquinho do amor localizado no sítio tábuas, além da exuberante paisagem que a natureza oferece aos visitantes os mesmos podem se refrescar nas águas da cachoeira que recebeu esse nome (buraquinho do amor), dos casais que costumam passar ali os bons momentos na piscina natural formada por rochas.
Outra atração da região é a Cachoeira do Urubu. Os nativos comentam que o sítio ecológico recebeu o nome da negra e rabugenta ave porque ali foi local predileto para banquete de peixes mortos. Mas se morriam, era de tanto deslumbrarem a beleza do lugar, justificam os anfitriões. Não é por menos. Além da enorme piscina natural, com trampolins de rochas espalhados por todos os lados — diversão predileta da meninada — a cascata que surge com o inverno, a fauna e flora, são capazes de matar qualquer um de tanta admiração.
Quem gosta de mais adrenalina pode arriscar algumas manobras radicais de jet-ski no Açude Trapiá até o pôr-do-sol. São quase 18 milhões de m³ de água e muito espaço para piruetas e saltos. E quando a noite chegar, se as estrelas não começarem a brilhar, é porque uma agradável névoa tomou conta da cidade.
Calor Humano
Quando a misteriosa névoa chega à temperatura não passa dos 15º. Um convite a uma boa prosa na Praça Leonardo Mota e alguns goles de um bom aperitivo ou um arrasta-pé ao toque da sanfona e do zabumba para se aquecer.
Pedra Branca é assim: calor humano, simplicidade e gratidão a quem contempla e compartilha suas riquezas.
Vias de acesso: CE-060 e BR-226
Região administrativa: 4
Localização: microrregião de senador pompeu
Limites: Ao norte com Boa Viagem e Quixeramobim; ao sul com Mombaça; ao leste com Senador Pompeu; à oeste com Independência e Tauá.
Eleitores: 27.447 (dados do TRE)
Naturalidade: pedrabranquense
Clima: temperatura máxima de 38°c / min. 19°c
Precipitação pluviométrica: 853,4mm
Solo: Extremamente fértil. Tipologia: brunizem avermelhado (77,48%), bruno não-cálcico (22,21%), litólicos (0,01%), prodzólico vermelho-amarelo (0,3%)